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Axé-Axé: o megafenômeno baiano
Questões como as representações da Bahia, a espetacularização da identidade afrodescendente, o processo de assimilação da estética branca das bandas de trio pelos blocos afro são temas de reflexão deste artigo. Acrescenta-se ainda a situação de não projeção de cantores negros em 25 anos de Axé.
O poder da ancestralidade na musicalidade do cantor e compositor Tiganá Santana.
Tigana Santana fala sobre o lançamento do seu CD Maçalê, seu encontro com a música, religiosidade e muito mais. Sara J. da Silva, mestranda da Faculdade de Comunicação da UFBA, em seu artigo, chama a atenção para a necessidade e importância de contemplar outras formas de expressões de música vocal que reflitam a diversidade cultural de nossa sociedade. O canto de acordo com Sara é capaz de "trazer à tona características de uma identidade na música vocal própria à cultura das religiões de matriz africana"
Pesquisadora da Faculdade Nobre de Feira de Santana, identifica as dinâmicas interétnicas que foram constituídas em torno da memória dos quilombolas, nos períodos que vão da origem do município, na segunda metade do século XVII, aos dias atuais, quando essas comunidades foram conhecidas como remanescentes de quilombosQuais os efeitos da circulação de um vídeo que demoniza as religiões afro-brasileiras, instiga ao conflito, defende o proselitismo e o exclusivismo da salvação para o seu grupo religioso, os adeptos da igreja evangélica Império Geração Jesus Cristo? Veja uma análise que aproxima Friedrich Nietzsche, Roland Barthes, Michel Foucault e Jacques Derrida"A origem das comunidades de quilombos de Irará está relacionada à estrutura social que emergiu a partir da colonização do sertão baiano [...] Resistindo a essa ordem pré-estabelecida, os sujeitos racializados ocupavam terras formando uma estrutura fundiária que se fundamentou nas relações comunitárias, típicas das comunidades de quilombos""No campo das “Ferramentas” ou “Emblemas Religiosos” e da “Alta Costura das Divindades”, ou seja, as roupas dos “Santos”, base material das expressões rituais das práticas afro-brasileiras, observamos um universo inesgotável de possibilidades criativas, já observadas nas práticas contemporâneas de artistas, estilistas ou designers de moda". Por Jaime Sodré.Um complexo simbólico de resistência e forçaColecione

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Larissa Lisboa analisa os diversos discussos e releituras do samba, dos séculos XIX e XX, nas metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo. Além do caráter de resistência por parte das comunidades negras a autora destaca o embranquecimento do samba e seu uso pela classe dominante como estratégia de legitimaçao do racismo.
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Recorrendo à história oral e à memória, entre 1960 e 1990, Cristiane Batista nos traz reflexões em torno de mulheres negras e suas experiências numa comunidade cacaueira, no sul da Bahia
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Recorrendo à história oral e à memória, entre 1960 e 1990, Cristiane Batista nos traz reflexões em torno de mulheres negras e suas experiências numa comunidade cacaueira, no sul da Bahia
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O Ticumbi da região de São Mateus do Estado do Espírito Santo é investigado neste artigo como uma manifestação cultural afro-brasileira fundamentada na conjugação de uma memória criada sobre a África fora dela com as lembranças pessoais de cada participante.
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"Os aspectos culturais e sociais estão intrínsecos na arte de uma dada sociedade, é imprescindível que, ao apresentar, analisar e refletir sobre esta arte se considere a realidade sociocultural nela circunscrita"
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Pesquisadora e dançarina, Denise Guerra analisa a dança como expressão de energia vital.
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Josué Tomasini Castro, mestrando em Antropologia Social (UnB), reflete sobre as possíveis relações entre a Antropologia e os processos de colonização no continente africano
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Ajibola Isau Badiru nos traz uma reflexão sobre a interpretação dos sonhos a partir da concepção dos búzios.
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Alex França (UFBA) nos traz uma análise crítica do filme Quanto Vale ou é por quilo? de Sérgio Bianchi, baseado no conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, e que faz um paralelo da situação do negro no Brasil no período da escravidão e na contemporaneidade. Quanto vale ou é por quilo? questiona a beneficência social, as ONGs (Organizações Não Governamentais) e o conceito de responsabilidade social das empresas.
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Autor critica práticas escolares do agenciamento de uma educação anti-racista pautada no multiculturalismo conservador, voltado à promoção de atividades de desfiles de trajes típicos, preparo de comida típica, danças rituais ou construção de máscaras com material de refugo, sem que estas atividades reflitam sobre a realidade de suas condições étnico-culturais“As experiências estéticas e artísticas da cultura popular devem ser apresentadas dentre as demais experiências como produtos históricos da arte”O crescimento dos ataques aos terreiros de diversas manifestações da religiosidade afro-brasileira por neopentecostais é tema de discussão do artigo de Álvaro Roberto Pires, pesquisador e professor da Universidade Federal do MaranhãoO antropólogo, Francisco Carlos de Lucena, (ISES-PE), reflete sobre a construção de identidades entre os militantes negros da cidade de Mossoró, no Rio Grande do NorteAndré Sampaio analisa a incorporação de mitologias yorubás na Bossa Nova e na MPBAos 70 anos de iniciada, a Iyalórisà do Ilê Axé Opô Afonjá, é incansável na preservação do patrimônio religioso e cultural que lhe foi concedido por XangôJussara Francisca de Assis resenha livro do jamaicano Stuart Hall, icone da sociologia contemporânea, e que analisa a crise na pós-modernidade, diante de mudanças estruturais que fragmentam e deslocam as identidades culturais de classe, gênero, etnia, raça e nacionalidade
O pesquisador Augusto da Silva Júnior (UnB), nos revela uma memória afro-descendente e sertaneja, da Comunidade Quilombola do Kalunga, situada no nordeste do Estado de Goiás, onde práticas sincréticas conjugam religiões africanas e catolicismo popularO acirramento dos conflitos deflagrados pelas religiões pentecostais contra a religiosidade de matriz africana no Brasil é tema do artigo de Álvaro Roberto Pires. O autor chama a atenção para a destruição parcial do terreiro Oyá Onipó Neto, na cidade de Salvador como um episódio recente da intolerância religiosa em nosso paísJéter Paulo traz o acarajé como elo de união e identidadeFelipe Areda, estudante de Antropologia da UnB, nos traz Exu, como uma imagem múltipla, política, estética e poética de resistência a pensamentos hegemônicosResenha de Wilson Rogério Penteado Junior traz a produção cultural negra dos blocos afros na Bahia, analisada por Patrícia de Santana PinhoOs brinquedos cantados surgem na espontaneidade da cultura popular. Por Denise GuerraO promotor de constantes desarranjos necessários à evolução humanaCidinha da Silva analisa o processo de criminalização do funk cariocaAnálise da trama discursiva da Igreja Universal do Reino de Deus sobre a religiosidade afro-brasileira é analisada por pesquisadoresDiscursos e representações sociais da África nos enredos das escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro
Enredos da Escola de Samba cariocas são temas de estudo do historiador Cristiano BispoAndré Sampaio reflete sobre ruptura X tradição, purismo X pluralidade e traz a riqueza da oralidade transmitida durante pelo povo e pelos santos da Umbanda.CHAMADA PARA ARTIGOS E RESENHAS
- Participe da próxima edição (maio / 2010) da Revista África e Africanidades. Encaminhe artigos, resenhas, poemas, crônicas, relatórios de pesquisas até o dia 31 de março. O resultado será divulgado no dia 30 de abril no site da Revista. Veja normas para publicação e linhas de pesquisa.
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